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137.jpgHoje em dia, o ritmo do nosso estilo de vida citadino é muito frenético, pelo menos para a maioria de nós que trabalha e passa a maior parte do dia fora de casa. Corremos para o trabalho, para a escola ou jardim de infância, para o supermercado para suprir as nossas necessidades e por vezes esquecemo-nos ou simplesmente não temos tempo de parar para nos observar ou para olhar para o que nos rodeia.

Este facto para mim é muito importante! Para sermos pais e líderes nos dias de hoje temos de estar atentos à mudança, à evolução que é constante. Isso é muito visível nas nossas crianças, já que eles, muito mais do que nós, são "esponjas" do ambiente que as rodeia.

Logo para sermos bons líderes, bons orientadores devemos estar aptos a receber a informação e a mudar a nossa acção se acharmos necessário.

As próprias crianças estão mais exigentes, mais carentes de atenção, de espíritos alertas que as guiem e com amor as orientem sobre que caminho a percorrer ou que escolha fazer.

Na sequência deste raciocínio penso que é importante darmos um pouco do nosso tempo para parar e desfrutar a relação.

Para conversar com elas, para tentar compreender as suas dificuldades, os seus sonhos ou até as suas frustrações. Dez ou vinte minutos de partilha de brincadeira ou de conversa, no fundo de intimidade, podem significar a abertura de uma porta para o seu mundo. Podem significar a construção de uma relação de amizade!

Quantos de nós em crianças ou jovens, quando os nossos pais eram injustos connosco, não pensaram:
"eu não farei isto com os meus filhos!"
Logo para resolver conflitos ou para tentarmos perceber os nossos filhos às vezes basta colocarmo-nos no lugar deles.

E pensar, como seria para mim acordar às sete da manhã todos os dias, tomar o pequeno almoço, ir a correr para a escola, em certas situações estar duas horas fechado no carro, no trânsito, para perceber a birra que alguns fazem de manhã quando chegam ao infantário. Ou outra reacção mais agressiva que tiveram conosco. As crianças não têm um esquema mental suficientemente desenvolvido para pensar como os adultos, para dar resolução aos seus problemas ou inquietações  interiores. Falam, comunicam por símbolos e por acções. E reflectem muitas vezes sem querer as agitações ou problemas dos adultos.

Eu sei é muito díficil ser pai ou mãe ou educador nos dias de hoje. Eu própria muitas vezes me senti angústiada, irritada ou frustrada por não conseguir fazer melhor!

Mas queria vos sensibilizar hoje, para parar. Para respirar fundo e tentar compreender e para dar um pouco do nosso tempo, do nosso amor e das reliquias (que guardamos às vezes a sete chaves cá dentro), provocadas pelas máscaras e pelos inúmeros papeis que desempenhamos como indivíduos nesta sociedade.

As crianças darvos-ão um retorno enorme de carinho respeito e amor.
Digo-o com toda a minha convicção!

Despeço-me com um grande abraço,

Susana Silva

 
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